Nedson abre caminho para doar terreno
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terça-feira, 29 de maio de 2001
Betânia RodriguesDe Londrina 
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), declarou como de utilidade pública uma área de 25,6 alqueires da Gleba Ribeirão Cambé (zona leste), para fins de desapropriação, destinados à implantação de unidades de ensino. A decisão foi oficializada por meio do decreto nº 179, de 10 de maio, e divulgada no jornal oficial do município na quinta-feira passada.
O secretário de governo, Jorge Coimbra Neto, que também assina o decreto, afirmou que trata-se apenas de uma reserva de mercado para garantir o interesse das universidades particulares que pretendem se instalar na cidade. De acordo com ele, a área escolhida pertence a várias pessoas e é a única em tamanho considerável que está vaga na zona urbana.
São terrenos com pouca infraestrutura, limitados por indústrias e residências, onde não há exploração de qualquer atividade produtiva. Ao que tudo indica, sua finalidade é apenas a especulação imobiliária, disse.
Coimbra afirmou que a prefeitura não tem dinheiro para desapropriar essa área. Mesmo assim, não tirou as esperanças das universidades particulares que pleiteam a doação de terrenos para construírem seus campi em Londrina. As candidatas são o Centro Universitário Filadelfia (Unifil), que pediu 40 alqueires; a Faculdade Metropolitana, que reivindica 15 alqueires; e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), que ainda não concluiu seu projeto.
Apesar da afirmação do secretário, a assessoria de imprensa do prefeito informou que os próximos passos serão a avaliação imobiliária dos terrenos e a busca de recursos para a compra. Ontem, a Câmara de Vereadores aprovou um requerimento do vereador Hélio Cardoso (PSB), que pede em regime de urgência o nome de todos os proprietários dos imóveis citados no decreto, a documentação e o valor de cada um.


