Neblina testa potência do ILS-2
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de agosto de 2002
Rosane Henn<br> Equipe da Folha 
São José dos Pinhais - O Sistema Metereológico do Paraná (Simepar) prevê para hoje de manhã a ocorrência de nevoeiro na região do Aeroporto Internacional Afonso Pena em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba). Se for confirmada, a neblina será o primeiro teste de funcionamento para o Instrumental Loading System (ILS-2) que começou a operar a partir da zero hora. O aparelho deve reduzir pela metade o número de vôos cancelados ou atrasados por causa de nevoeiros. O ILS-2 não vai, contudo, eliminar o problema e em dias de nevoeiro muito forte poderão ocorrer problemas de cancelamento e atraso de vôos. A estimativa é da Infraero, que controla o tráfego do Afonso Pena.
O aparelho foi instalado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA) e será operado pelo Cindacta-2, do Ministério da Aeronáutica. Segundo o comandante do Cindacta-2, coronel Silvestre José Vieira Coelho, o equipamento vai permitir ao piloto que decida pelo pouso da aeronave a 400 metros de distância da pista. Antes, essa distância era de 800 metros. ''Por causa dessa diferença é que estimamos que os vôos cancelados caiam pela metade'', diz Coelho. Ele salienta que só a instalação do ILS-3 eliminaria de vez os problemas. Mas somente poucos aeroportos da Europa e dos Estados Unidos contam com o aparelho. No Brasil, não existem ILS-3 instalados e apenas os aeroportos do Galeão (RJ) e de Guarulhos (SP) possuem similar ao de Curitiba.
O ILS-2 custou R$ 7,5 milhões aos cofres do Ministério da Aeronáutica. Parte dos recursos, segundo o comandante do Cindacta-2, é proveniente do repasse das tarifas aéreas, feito pelas empresas de aviação civil. Os prejuízos causados pelos constantes fechamentos do Afonso Pena são incalculáveis e de acordo com a Infraero, só no primeiro semestre o aeroporto permaneceu por 59 dias fechado e teve 320 vôos cancelados ou atrasados.


