A falta de visibilidade nas pistas do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em dias de neblina, é um problema ainda longe de solução. Os R$ 11 milhões que foram investidos pelo Ministério da Aeronáutica na instalação do sistema ALS-3 (Approach Lights System) – equipamento de luzes de aproximação, que permite a visibilidade horizontal a 800 metros e vertical a 600 metros da pista – não foram suficientes para equacionar o problema, que continua trazendo transtornos aos passageiros.
Ontem, pela 52ª vez só este ano, o aeroporto permaneceu fechado por mais de sete horas em função da neblina. Cerca de 250 passageiros foram prejudicados pelo cancelamento de 11 vôos. Desde o início do ano, o Afonso Pena não operou por mais de 230 horas, sendo cancelados cerca de 245 vôos. Depois da instalação do ALS-3, em 19 de junho deste ano, 78 aviões não decolaram e o aeroporto ficou ‘‘sem teto’’ por mais de 40 horas.
A Infraero aposta agora no ILS-2 (Instrument Landing System) – que possibilitará a visibilidade horizontal a 400 metros e vertical a 30 metros da pista – para melhorar a visibilidade. O ILS-2, que custará mais R$ 6 milhões aos cofres públicos, será instalado até o final do ano, segundo a previsão oficial. A novela, envolvendo as pistas do aeroporto, se arrasta há anos, desde que o Afonso Pena se transformou em aeroporto internacional.
O próprio superintendente da Infraero, João Roberto de Paula, admitiu ontem que o ALS-3 não funciona em dias de intensa neblina. ‘‘O equipamento só resolve em casos de neblina sobre a superfície, já que abaixo de 60 metros verticais os pilotos conseguem enxergar as luzes na pista’’, afirmou. Ele aposta que com a instalação do ILS-2 a novela chegará ao fim. ‘‘Isso porque o avião poderá chegar em vôo ‘cego’ a até 400 metros da cabeceira, com teto de apenas 30 metros de altura’’, disse. Os transtornos nos vôos do Afonso Pena devem persistir durante toda a semana.

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