Neblina cancela vôos e atrasa 2,1 mil pessoas
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terça-feira, 31 de julho de 2001
Erika Wadembruck<BR>De São José de Pinhais 
Mais de 2,1 mil passageiros não puderam aterrisar ou decolar no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais Região Metropolitana de Curitiba, no período do ano em que a pista ficou fechada por mais tempo em função da forte neblina. Durante dezessete horas (18h28 de segunda-feira às 11h25 de ontem), o aeroporto ficou sem teto. Com isso, 50 vôos foram cancelados.
De 1º de janeiro a 31 de julho deste ano, o Afonso Pena já ficou sem teto por 244 horas em 52 dias, com o cancelamento de 324 vôos. De janeiro a dezembro de 2000, foram 360 horas de fechamento da pista, durante 80 dias, período em que foram cancelados 349 vôos. Os números revelam que o ALS-III (Approch Lights System) um sistema de aproximação por luzes, instalado no dia 19 de junho de 2000 em uma das cabeceiras da pista não vem contribuindo de forma efetiva para minimizar os problemas causados pela neblina.
A Infraero investiu R$ 11 milhões para a aquisição do ALS-III. Mas os números mostram que o investimento não resolveu o problema. Para se ter uma idéia, entre junho e julho do ano passado foram cancelados 178 vôos. No mesmo período deste ano, houve o cancelamento de 200 vôos.
Ontem pela manhã havia muita confusão nos balcões de check-in. A professora Ligia Silva, que tinha vôo marcado para Porto Alegre às 21h50 de segunda-feira, teve que esperar até às 13h20 de ontem para embarcar. Tinha que estar lá hoje de manhã para dar aulas, reclamou. O técnico em eletrônica Gilberto Fernandes tinha reunião em São Paulo às 10 horas de ontem. O vôo das 7h50 não pôde decolar.
ILS-IIO superintendente da Infraero, José Roberto de Paula, aposta agora na instalação de um novo equipamento para minimizar os problemas. A previsão é que até o final do ano instalemos na outra cabeceira da pista, o ILS-II (Instrument Landing System), juntamente com mais um ALS.
Com o novo equipamento a visibilidade horizontal da pista será de 400 metros e vertical de 30 metros. Se não houver teto na cabeceira principal, pode haver na outra. O prazo para a instalação é de dois meses. O investimento total é de cerca de R$ 11 milhões.
O ILS-II funciona através de sinais eletrônicos recebidos dos equipamentos instalados no solo, exigindo que as companhias aéreas equipem as aeronaves com o sistema de auxílio-rádio e qualifiquem a tripulação para operá-lo. De acordo com o superintendente, 70% dos aviões que operam no aeroporto não possuem o equipamento e nem pessoas habilitadas para operá-lo. Eles ficam sobrevoando o aeroporto até conseguirem operar com o ALS.
O aeroporto já possui o ILS-I, que permite visibilidade horizontal a 800 metros e teto a 60 metros da pista. (E.W.)


