Natureza é sala de aula para crianças
DivulgaçãoConscientizaçãoMeninas passeiam por trilha do Ecocentro: lazer, educação e contato com a naturezaFundado há 10 anos, o grupo ecológico Vida Verde de Cornélio Procópio desenvolve um trabalho de conscientização ambiental com crianças. O lema do grupo é A natureza como sala de aula, que vem sendo patrocinado pela Fundação O Boticário com apoio da AGTZ, uma organização técnica do governo da Alemanha.
O grupo surgiu em 1987, através de uma palestra proferida pela técnica agrícola alemã, Margit Boye, 54 anos, em uma das escolas da cidade. Naquela época eu falei sobre a natureza da África, onde vivi por um tempo, e mostrei aos alunos o que a gente pode ter quando há preservação, contou Boye.
Motivado pela palestra, um grupo de alunos quis fundar o Vida Verde e desde então, Boye se dispôs a estar à frente dos trabalhos desenvolvidos por eles. Segundo a técnica, o Vida Verde chegou a ter até um coral ecológico, horta própria e mantinha contatos com agricultores.
Com o crescimento do grupo, houve a necessidade de um local apropriado em meio à natureza. O bosque Manuel Júlio de Almeida, que estava abandonado, foi o lugar escolhido por eles. Era um lugar de fácil acesso e perfeito para o desenvolvimento das atividades que gostaríamos, diz o engenheiro florestal Astolpho Henrique de Vilhema, também membro do Vida Verde.
Em 1990, foi criado o projeto para a construção do Ecocentro, aproveitando as estruturas de um restaurante abandonado existente no bosque. Batemos em várias portas para conseguir apoio financeiro até sermos beneficiados pelo Unibanco, que acreditou no projeto de educação ambiental, acrescentou Vilhema.
Hoje, o grupo possui 15 membros na diretoria e já atendeu mais de 3 mil crianças, que são sócias do grupo. Semanalmente são desenvolvidas no bosque atividades que despertam o amor pela natureza. Entre elas, teatro de fantoches, passeios, artesanatos, estudos, brincadeiras e até educação alimentar. Incentivamos o consumo de alimentos mais naturais para as crianças e até mesmo ensinamos a colher o trigo, moer e fazer o próprio pão, relata Boye. O grupo também faz atividades livres aos domingos para o envolvimento da comunidade e das famílias.





