As crianças continuam cantando no coral do Palácio Avenida, a prefeitura continua realizando seu Auto de Natal, a exposição de presépios acontece mais uma vez no Palácio Iguaçu e ruas e casas também estão decoradas. Mas este ano o espírito de Natal parece não ter tomado conta de Curitiba, da mesma forma como em anos anteriores.
No ano passado, era raro encontrar uma quadra na cidade, em qualquer bairro que fosse, que não tivesse pelo menos uma casa com luzinhas. Esse ano, a falta de decoração é visível. No comércio, poucas lojas se preocuparam em retratar o Natal em suas vitrines e nas casas e edifícios a iluminação é bem menor do que em anos anteriores.
‘‘Ou as pessoas enjoaram de ver tanta luz igual nas casas ou cansaram de ter que comprar jogos de luzes todo ano, já que a maioria sai barato e não dura nada’’, diz Sueli Piazzetta, que há 22 anos abre sua casa no Jardim Schaffer totalmente decorada para visita da população. Com o tema ‘‘Natal dos Ursos’’, esse ano ela optou por colocar menos luz e mais elementos, como os personagens, desenhos e simulação de neve no quintal.
A Casa Zélia no Jardim Social e a Rua Elbe Pospissil, no Juvevê, ainda estão entre os pontos obrigatórios no roteiro de visitas natalinas. Há alguns anos, estes três locais aproveitam para arrecadar donativos entre os visitantes. Este ano, Suely vai fazer uma festa, na noite de segunda-feira, para 50 crianças carentes que vivem próximo à sua casa, quando distribuirá o que arrecadou com as visitas.
Números de um tradicional concurso de decoração natalina, organizado por uma emissora de televisão local, não mostram diferença entre o Natal de 1999 e 2000. ‘‘Tem mais ou menos cem inscrições, como o ano passado’’, diz Elisangeles Tavares da Costa, responsável pelo cadastro do concurso, que premia diversas categorias, entre decoração em casas, fachadas, condomínios, carros, vitrines e presépios.

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