Combater o aumento da criminalidade registrado nos últimos anos e adequar o efetivo do Polícia Civil do Estado são alguns dos desafios a serem enfrentados pelo novo delegado-geral da Polícia Civil no Paraná, Roberto Ferreira do Nascimento, de 49 anos. Ele, que ocupava o cargo de delegado-geral adjunto, é o substituto legal de Artur Braga. Nascimento negou ontem especulações de que a saída de Braga teria sido motivada por problemas políticos ou desavenças internas na corporação. ‘‘Não enfrentamos qualquer crise’’, disse. O pedido de exoneração, segundo Nascimento, foi motivado por questões pessoais. O nome do novo delegado adjunto, que será escolhido por Nascimento, deverá ser divulgado na próxima semana.
Sobre possíveis desentendimentos entre Braga e delegados, Nascimento comentou que ‘‘não há qualquer guerra ou disputa de poder’’ entre integrantes da corporação. ‘‘O que existe, como em qualquer instituição ou empresa, são divergências quanto à maneira mais adequada para se cumprir determinados objetivos, mas dentro da normalidade’’, explicou.
Outro desafio enfrentado por Nascimento será entrar em acordo com o sindicato que representa os funcionários da Polícia Civil, que planeja iniciar campanha salarial no próximo mês. Adequar o efetivo da Polícia Civil no Estado será outra missão do novo delegado-geral. Enquanto a lei prevê que o ideal seria um efetivo de 8 mil pessoas, só há 4 mil em todo o Paraná. Até o final deste ano serão contratados 700 investigadores e 300 escrivães. Nascimento afirmou que dará continuidade aos planos traçados por Braga, já que trabalhavam em conjunto.
Carreira - Roberto Ferreira do Nascimento ocupava o cargo de delegado-geral adjunto no Paraná há 18 meses. Ele ingressou na Polícia Civil em 1972 e atuou em vários distritos e delegacias especializadas da capital e do interior do Estado, em cidades como Cascavel, União da Vitória e Ponta Grossa. Em Curitiba, trabalhou na Corregedoria, como corregedor auxiliar, e em delegacias como a de Homicídios e 1ª de Acidentes de Trânsito.

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