Nascentes de Cascavel são mapeadas para preservação
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de setembro de 2003
Mariana Guerin<br>Equipe da Folha 
Cascavel A identificação e o mapeamentos de 355 nascentes no perímetro urbano de Cascavel são os primeiros resultados de uma parceria firmada no início do mês passado entre a Sanepar e os governos estadual e municipal. O objetivo dos trabalhos é recuperar e preservar as nascentes e oferecer uma fonte a mais de água para a população, além de contribuir na localização de belezas naturais para um possível aproveitamento turístico.
O levantamento, realizado por técnicos da Sanepar de Cascavel, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da diretoria de Meio Ambiente da Sanepar, está sendo feito em todos os arroios e afluentes do Rio Cascavel e em pontos considerados estratégicos, críticos ou relevantes para a aplicação do projeto de recuperação de nascentes. O diagnóstico ambiental deverá estar concluído em 75 dias.
Segundo os técnicos, foi utilizado o Sistema de Posicionamento Global (GPS) para que fossem descobertas as coordenadas geográficas das minas e nascentes, que em seguida, foram cadastradas no mapa municipal, com dados das condições de proteção e registros fotográficos de cada ponto. Tais informações devem fazer parte de um banco de dados a ser utilizado pela Sanepar e pela Prefeitura para monitorar os processos de recuperação das nascentes.
Do total de minas e nascentes cadastradas na região, 269 estão localizadas na bacia do Rio Cascavel, principal manancial de abastecimento da cidade. Deste total, 47 nascem em área militar e apresentam melhores condições de conservação. Para os técnicos, ainda devem ser mapeados outros 40 pontos de nascentes na bacia do Rio Cascavel, além do afluente Jaboticabal.
Na avaliação da equipe de pesquisadores cerca de 80% das nascentes deverão sofrer ações de recuperação e proteção. O grande problema apontado no levantamento é o assoreamento das minas e nascentes em decorrência de restos de areia, de materiais de construção e do lixo doméstico. ''O entulho, além de assorear, compromete a qualidade da água e a vida das nascentes'', ressaltou Nivaldo Maioli, coordenador de recursos hídricos da Sanepar.


