NAS RUAS - Crianças reivindicam direitos
Na semana que passou, crianças londrinenses deram um importante recado. Cansadas de esperar pela ação de adultos que estão à frente de órgãos públicos, elas foram às ruas para pedir por direitos fundamentais como educação, segurança e lazer.
Na terça-feira à noite, na Avenida Guilherme de Almeida (Zona Sul),
um grupo de mais de 30 crianças interrompeu o trânsito no local ateando fogo em pneus e madeira, depois de
verem um colega de 11 anos ser atropelado quando voltava da escola para a casa.
Eles pediam melhorias na sinalização
e a recuperação de uma viela para pedestres que margeia a avenida.
Dias antes, mobilizados pelo Conselho Escolar, estudantes de escolas da Zona Norte saíram às ruas para pedir mais segurança. Eles estão assustados com ameaças que professores e funcionários estariam recebendo e com atos de vandalismo e violência em colégios da região. No início deste ano dois amigos, estudantes de 12 anos, do Conjunto Violin (Zona Norte), resolveram fazer um abaixo-assinado para pedir a recuperação da praça em frente ao colégio onde estudam.
Especialistas alertam, porém, que as atitudes destas crianças têm aspectos positivos e negativos. O bom é que demonstram que estes futuros adultos demonstram consciência de brigar pelos seus direitos. O preocupante, porém, é que atos extremos, como atear fogo em pneus e bloquear trânsito, são exagerados e mostram uma intolerância muito grande, que está tomando conta das pessoas cada vez mais cedo.
Ação motivada pela hostilidade contra a arte ou destruição intencional de bens e propriedades alheios. O nome deriva de vândalo, um dos povos bárbaros cujas invasões e ataques provocaram a queda do Império Romano
Atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões





