Nove anos atrás o operário Ariovaldo Alves da Silva, hoje com 26 anos, abandonou a escola. Motivo: na época, ele trabalhava até tarde no comércio, como empregado, e quase nunca dava para conciliar o serviço com o estudo. Na hora de optar entre um ou outro, ficou com o salário, que ajudava a família a passar o mês. Ariovaldo frequentou a escola até a 6ª série do primeiro grau.
‘‘Não dava tempo de chegar ao colégio e precisava mesmo trabalhar. Então deixei a escola de lado e depois fui me acostumando. Aí veio o casamento, a filha, e o estudo ficou mesmo para trás’’, explica.
Trabalhando na construção civil há seis anos, Ariovaldo acredita que hoje a situação começou a melhorar. Ele está animado com a chance de voltar a estudar, a partir do ano que vem, e já até começou a fazer planos. Pretende concluir o primeiro grau e, em seguida, fazer um curso técnico de estrutura em construção civil.
‘‘Com o estudo você tem mais campo para trabalhar e a parte financeira também pode melhorar. Por isso estou animado’’, afirma. Segundo Ariovaldo, já há algum tempo ele pensava em voltar para escola, mas faltava um incentivo, como o projeto ‘‘Construindo o Cidadão’’. ‘‘Surgiu essa chance e não dá para deixar escapar.’ (L. H.)

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