'Não vai faltar vacina contra a gripe A'
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segunda-feira, 05 de outubro de 2009
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
A vacina deve ser a salvação do Brasil contra a gripe A (H1N1) no próximo inverno. É o que afirmou ontem, em Londrina, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Temporão comentou que o panorama da doença no país, que foi muito grave em 2009, deve mudar radicalmente a partir do momento da produção da vacina.
''Na primeira onda da gripe A nós ficamos em uma situação de muita fragilidade, pois tínhamos apenas medidas de saúde pública tradicionais e medicamentos. Agora, além disso, vamos ter uma vacina disponível para todos os brasileiros que precisarem. A partir de março de 2010 já vamos começar a vacinar os grupos de risco. Neste momento, estamos trabalhando em um protocolo que vai definir população alvo e estratégia. Vamos observar o que vai acontecer no hemisfério norte, onde o frio começa no mês que vem e vamos poder aprender com o que eles vão viver e enfrentar por lá'', explicou Temporão.
Devem ter prioridade para receber a vacina profissionais de saúde e gestantes. De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), 15.068 paranaenses tiveram a gripe A e 254 pessoas morreram por causa da doença. Entre os casos de óbito, 59,8% das vítimas tinham entre 20 e 49 anos. O ministro garantiu que não vai faltar vacina. No último sábado, um homem de 31 anos morreu na Santa Casa de Londrina com suspeita da doença.
Educação especial
Questionado sobre qual seria a posição do Ministério da Saúde em relação à proposta do governo federal de incluir no ensino regular as pessoas com deficiência mental, Temporão descartou a hipótese de fechamento das escolas especiais. Ele destacou que defende a inclusão, mas com bom senso.
''A nossa postura é de inclusão, nunca de exclusão. Porém, o bom senso e o diálogo devem existir, com os pais e a escola conversando. As escolas especiais não devem necessariamente ser fechadas. Cada caso é um caso. Vão ter escolas normais que vão ter um política de inclusão e as escolas especiais devem continuar existindo para casos muito específicos'', ressaltou.


