Curitiba - Vanessa, moradora de Curitiba, viveu momentos de horror há alguns anos, quando procurou um dentista indicado por uma amiga para resolver um problema nos dentes. ''Eu tinha um problema na articulação, um estalo, sentia dor de ouvido. Uma amiga recomendou esse ortodontista. No dia da avaliação, ele já quis colocar bandas e bráquetes. Achei estranho, mas ele insistiu e acabei aceitando. No mesmo dia, busquei outros profissionais para fazer mais avaliações, mas, como eu já estava com o aparelho, não quiseram me atender'', explica.
Ela relata que os três meses de tratamento deixaram sequelas gravíssimas. ''Fiquei com a 'boca torta', mordida cruzada, a face deformada. Não conseguia comer direito, foi terrível'', lembra Vanessa. ''Tentei processar aquele dentista, mas ninguém na época quis me dar um laudo certificando que ele estava desabilitado para um tratamento daquele tipo.''
Vanessa cita que só reverteu os danos em um ano e meio de tratamento com Alexandre Moro. ''Só consegui a documentação do meu caso com aquele outro ortodontista porque menti para ele e disse que ia me mudar de cidade. O doutor Alexandre, comparando com a arcada dentária que eu tinha antes, disse que o problema não precisava de aparelho fixo para ser resolvido'', explica. Vanessa aponta que quem está interessado em procurar um ortodontista deve buscar referências sobre o profissional junto ao Conselho Regional de Odontologia (CRO) e outras fontes. ''Não vá pela cabeça de amigos'', aconselha. (F.G.)

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