Não traga a febre amarela na bagagem
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de janeiro de 2006
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
Na hora de preparar a bagagem para viajar, a gente descobre que nem tudo cabe na mala. A impressão que se tem é que nada é indispensável. Porém, se o seu roteiro de viagens incluir alguma região de risco para a febre amarela, não esqueça da vacinação contra a doença infecciosa, que tem uma taxa de mortalidade de 51%.
No Brasil, a doença apareceu pela primeira vez em Pernambuco, em 1965.
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), transmitida pela picada dos mosquitos infectados com o Arbovírus.
A moléstia apresenta dois ciclos epidemiológicos, de acordo com a localidade de ocorrência e a espécie do vetor (mosquito transmissor): silvestre ou urbano. Este último tipo está erradicado no Brasil desde 1942.
Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias, podendo evoluir para casos mais graves, causando a morte.
Para prevenir a doença, a vacinação - sem trocadilho algum -é o melhor remédio.
É a partir dessa recomendação, antes mesmo de começar a arrumar a mala e dar adeus à rotina e cair de cabeça nas férias, que as pessoas que pretendem viajar para áreas de risco, devem incluir entre os itens indispensáveis da viagem a vacina contra a febre amarela.
O sinal de alerta para a doença assinala no mapa do País, como áreas de risco ou endêmicas, as zonas rurais da regiões Norte, Centro-Oeste, estado do Maranhão, parte do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos).
Por causa da relativa proximidade com Foz do Iguaçu, Londrina é considerada área de transição para a doença, havendo a necessidade da vacinação geral da população a partir dos nove meses de idade, com reforço a cada 10 anos.
A vacina é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em qualquer época do ano.
A recomendação é que seja aplicada 10 dias antes da viagem para áreas de risco de transmissão da doença, sendo contra-indicada em gestantes e imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado).
No caso de viagens ao exterior é necessária ainda a comprovação da vacina, através do Certificado Internacional de Vacinação (CIT), expedido pelos Postos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em qualquer porto ou aeroporto internacional.
''Outra exigência é que as pessoas que pretendem realizar viagens internacionais também precisam tomar a vacina. Na região, as pessoas interessadas podem conseguir a expedição do certificado no Porto Seco de Maringá. O documento é gratuito, sendo emitido na hora'', acrescenta a gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes.
Ela lembra que a vacina da febre amarela pode provocar reações leves, como em qualquer vacinação.
Nas agências de viagem, os interessados em pacotes internacionais ou com roteiros previstos para áreas de risco da febre são orientados sobre a vacina.


