Na véspera do sábado em que Jorge Kobayashi foi baleado, outro policial militar foi atingido por arma de fogo durante uma tentativa de assalto. Alexandre de Souza, 33 anos, foi morto com um tiro do abdômen ao tentar dominar dois ladrões que invadiram uma revendedora de álcool. A mulher do policial, Andreana Gomes da Silva de Souza, 32 anos, também vive momentos de angústia com a demora na liberação da pensão a que tem direito.
  Com responsabilidade de cuidar sozinha do filho do casal, um garoto de 1,7 ano, ela revela que conseguido sobreviver graças à ajuda de amigos e ex-companheiros de trabalho do marido. ‘‘Até agora só recebi o auxílio funeral, no valor de R$ 3,7 mil, que foi suficiente para pagar as despesas com o funeral e uma parte da dívida que ele havia contraído no banco. Mas não tenho dinheiro nem para comprar remédio para o nenê.’’
  Segundo Andreana, as informações que lhe deram é que a pensão deverá começar a ser paga no mês de maio, mas ela se diz preocupada. ‘‘Hoje (ontem) já é dia 21 e até agora ninguém me ligou. Disseram que iriam abrir uma conta em meu nome, mas não me avisaram de mais nada. Preciso do dinheiro para pagar uma creche para meu filho, para poder arrumar um emprego’’, desabafa.
  Há um mês a Folha mostrou em reportagem a situação de Andreana. Na época, a PM informou que os trâmites burocráticos são inevitáveis e estavam sendo cumpridos. (S. L.)

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