A iniciativa surgiu a partir dos bons resultados conseguidos com outra parceria entre o Pequeno Cotolengo e os internos da colônia. Desde 2006, dez homens que cumprem pena em regime de semi-liberdade participam da manutenção dos prédios da instituição, que possui 120 mil metros de área total e 10 mil metros de área construída. Eles realizam vários tipos de trabalho.
Assim como a instituição, os internos também são beneficiados pelo projeto. O contato com atividades profissionais e com realidades diferentes ajuda no processo de ressocialização. Também favorece esse processo o entrosamento com os moradores do Pequeno Cotolengo - alguns deles participam de atividades na própria horta. ''É muito importante para a ressocialização. Abre horizontes, eles fazem cursos, saem com formação profissional, colocam em prática o que aprenderam e têm contato com a sociedade enquanto se preparam para o retorno'', afirma o diretor da colônia, Lauro Valeixo.
''O comportamento deles aqui é exemplar. Não temos receio ou discriminação, pelo contrário, nunca tivemos nenhum problema com nenhum deles'', complementa o coordenador de Desenvolvimento do Cotolengo, Orley Boçon. A cada três dias de trabalho é reduzido um dia da pena e os internos ainda ganham um benefício.
Há quatro meses interno na colônia e há três meses e meio em atividade na horta, um agricultor do Interior do Estado afirma que o trabalho ajuda no cumprimento da pena, principalmente quando favorece uma organização. ''Fico contente em ajudar uma entidade'', afirma.
A parceria entre o Pequeno Cotolengo e a Colônia Penal Agrícola promete ainda mais. No último dia 19 foi lançado o projeto ''Pesca Solidária'' - peixes que serão criados em dois tanques serão entregues à instituição. Os internos já participam de cursos de psicultura para realizarem as atividades. (C.G.B.)

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