Olhar perdido no espaço, lágrimas e incompreensão. A imagem da dona de casa Normélia Ramos de Assis, 36 anos, avó de Jaison, mostrava a dimensão do que ocorreu na casa da filha Regina. Ninguém na localidade de Lajeado dos Vieiras conseguia compreender o que poderia levar uma mãe a bater no filho até matá-lo. ‘‘Ela batia na criança, mas eu não sei dizer o porqu꒒, disse Normélia. ‘‘O que eu sei é que ela gostava do filho.’’
Sandra Adriana, 18 anos, vizinha do casal, também pensa assim. ‘‘Eles me acordaram de madrugada e disseram que o menino estava morto. Os dois estavam assustados e chorando muito’’, contou. A tia do menino, Silmara Bussi, 31 anos, disse que pensou em levar Jaison para sua casa, mas que não fez isso porque Regina ficaria brava e não deixaria. Para ela, Bayer nunca interferiu nas agressões porque ama muito Regina e tinha medo de perder a mulher.
Casada com um irmão de Eládio, Leni Aparecida Alves, 24 anos, também acredita que Regina gostava do filho, mas não a perdoa pelo que aconteceu. ‘‘Dela eu não tenho dó, porque ela batia mesmo nele (Jaison)’’, afirmou Leni, que é madrinha da filha do casal. Preocupada com a criança, Leni disse que, logo que soube da morte de Jaison, correu até a casa do casal e pegou a menina. ‘‘Vou ficar com ela. Dela eu não abro mão porque quero impedir que aconteça a mesma coisa.’’
O padrinho da menina, Alceu Antônio Bayer, acha que o irmão Eládio está ‘‘pagando por uma coisa que não deve’’. Alceu acredita que o irmão deveria ser solto porque nunca agrediu o menino e nunca estava em casa quando aconteciam as surras.

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