O geriatra Wesley Vilas Bôas de Oliveira comenta que é errado comparar a velhice com infância. ''A criança está em ascensão e o idoso não. Portanto, não se deve tratá-lo como um bebê'', justifica, ao fazer referência às diferenças de metabolismo. Em Londrina, segundo estimativa do IBGE, vivem 61.822 pessoas com 60 anos ou mais. Este número, de acordo com Secretaria Municipal do Idoso, representa 12,1% da população total do município, estimada em 510 mil habitantes.
Além do crescimento desta população em todo o país, há dados que comprovam que a expectativa de vida do brasileiro está aumentando desde a década de 80, quando a média era de 64 anos. ''Hoje, ela sobe para 74 e isso se deve ao trabalho de prevenção e orientação, que cada vez mais se inicia precocemente. Para se chegar bem na velhice, a única receita é manter hábitos saudáveis desde o nascimento'', comenta, ao citar que não se pode desconsiderar também o fator genético.
Ainda de acordo com o especialista, sintomas como cansaço, diminuição da memória, desânimo e baixo rendimento físico e sexual são gradativos, mas com o avanço da idade é inevitável escapar do estágio de demência senil, que pode ser causada por Alzheimer (doença degenerativa), por Alteriosclerose (diminuição da elasticidade arterial) ou por Vascular (acidentes vasculares cerebrais).
''Posso afirmar que 60% dos casos que atendo é Alzheimer ou Alteriosclerose. O problema é que as pessoas só se lembram do geriatra quando o idoso já está nessa fase de demência'', diz o médico, ressaltando que a depressão também acomete grande parte dos idosos. ''E o motivo principal, geralmente está relacionado ao trato familiar'', afirma. (M.O.)

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