Curitiba - Para quem trabalha com o resgate, a idéia de cães da raça pitbull, rottweiler e pastor alemão são violentos é equivocada. Segundo Marcelo Misga, presidente da organização Amigo Animal, a agressividade do cão é resultado da forma como ele foi criado. "As vezes são animais criados para brigar, para atacar. Esse é um tipo de comportamento difícil de reverter", avalia.
No entanto, o protetor não acredita que esse seja o caso da maioria de animais de grande porte abandonados em Curitiba. "Há um mito de que o pitbull, por exemplo, é violento por conta dos ataques registrados que envolvem esse tipo de cão", diz.
Depois do resgate, o maior problema é encontrar um lar temporário para o cão. "Eles não se dão bem com outros cães", conta Misga. Por causa disso, a Amigo Animal evita abrigar esses cães. "Não temos canis individuais. Eles teriam que ficar junto com outros animais de diversos portes", diz.
Apesar da limitação, a ong abre exceções. "Já atendemos um rotweiller que estava cego", conta. Outro desafio para quem tenta resgatar um cão desses é tratá-los. "Eles sempre chegam muito debilitados, doentes", diz Soraya Simon, presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC).
Foi o caso da pitbull Vitória, que encontrou um lar há poucas semanas depois de passar mais de um ano na SPAC. "Ela chegou aqui com ferimentos já necrosados e bastante doente", conta. (R.C.F.)

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