Não podemos inventar médico
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quarta-feira, 17 de junho de 1998
Arquivo FolhaDjamedes Garrido, chefe da 17ª RSLúcio Horta 
A chefe da 17ª Regional de Saúde de Londrina, Djamedes Garrido, afirmou ontem que o problema da falta de médicos no Hospital da Zona Norte (HZN) está sendo discutida em conjunto com o Conselho Municipal de Saúde. Até agora, no entanto, nenhuma solução foi encontrada. A gente não pode inventar médico. Por enquanto estamos procurando, diz.
Assim como a direção do hospital, Djamedes Garrido também acredita que o desinteresse por parte dos médicos em trabalhar no HZN se deve ao volume de trabalho que há no local. Ela diz que há dias em que o plantão chega a atender 350 pessoas, entre adultos e crianças. Por um atendimento muito menor, ela compara, hospitais maiores e com mais estrutura chegaram a fechar o PS.
A demanda é excessiva e isso provoca um stress muito grande, diz. Por enquanto, informa a chefe da 17ª Regional, a alternativa para atender a crescente demanda é deslocar o clínico geral para ajudar na pediatria. Mas esse procedimento está longe de ser considerado o ideal.
Djamedes adianta que um dos caminhos que podem ser tomados para amenizar o problema do HZN é uma campanha de esclarecimento para que as pessoas procurem as unidades básicas de saúde em casos menos complexos.
O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, concorda que a saída para o impasse no HZN é insistir na contratação de um novo médico. Ele diz que o município não tem condições de emprestar um profissional até que problema do HZN seja sanado. Seria descobrir um santo para cobrir outro.


