A 500 metros de São Jerônimo da Serra (95 quilômetros ao sul de Cornélio Procópio), fica o Posto Indígena que leva o mesmo nome da cidade. Lá vivem 72 famílias de caingangues, guaranis e xetás. Para o vice-cacique Adilson Guimarães - que, a partir de segunda-feira, terá também a missão de transmitir as informações sobre Aids -, a preocupação maior é com os membros da comunidade que têm o hábito de sair da reserva e ir até a cidade atrás de bebida e de mulheres. ‘‘Eles bebem e saem com as mulheres que ficam na rua. Podem pegar a doença.’’
Para ele, o uso do preservativo não deve encontrar grandes restrições junto aos homens da reserva. ‘‘A gente ouve na televisão e sabe que é importante para não ficar doente.’’ Guimarães diz que os rapazes já fazem uso das camisinhas.
O cacique do posto indígena Apucaraninha, Juscelino Vergílio, também casado, conta que já andou orientando os homens da reserva sobre o problema da Aids. Principalmente aqueles que vêm para a cidade vender balaios. ‘‘A gente fala para eles não mexerem com brancas.’’
Sobre o número de parceiros, Juscelino conta que o comportamento dos índios casados difere muito dos demais homens. ‘‘Alguns têm só uma mulher; outros têm várias’’.

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