Não imaginei que a casa ficaria tão chique
A diarista Eleonor Gonzaga de Farias da Silva está prestes a realizar o sonho da casa própria. Depois de muitas dificuldades, viu a esperança se renovar quando a patroa da época resolveu ajudá-la, depois de saber que ela morava em um barraco. Mas para a construção da casa, além do material, eu precisava de um projeto. Foi quando liguei em uma rádio para pedir o auxílio de um técnico, lembra.
Não demorou muito até que Eleonor tivesse outra ajuda, dessa vez do professor Hoffmann. O radialista me colocou em contato com o professor, que conseguiu uma planta para mim. Depois de ficar parada muito tempo por falta de material, atualmente a construção está avançando, graças à ajuda de amigos, e a mudança do barraco de dois cômodos está perto de acontecer.
Aos sábados, os irmãos da nossa igreja vêm nos ajudar com a construção. Quando via a casa no papel, não imaginava que iria ficar tão chique. Não vejo a hora de mudar e poder receber meus netos. Além disso, sei que vai ser uma casa segura para morar. A vida no barraco é muito sofrida, revela.
Para casar, o mecânico Francisco Loureiro queria ter uma casa pronta, pois até então morava com os pais. O terreno estava sendo pago, faltava comprar materiais e construir. Mas antes de tudo precisava da planta. Meu pai comentou comigo sobre o programa da UEL. Fui até a Prefeitura e lá me orienta-ram, conta.
Selecionado pelo Casa Fácil, em 30 dias já estava com a casa desenhada. Os alunos fizeram três opções para eu escolher. Desenharam do jeito que eu queria: uma casa com dois quartos, um deles com suíte, sala, cozinha e passagem para colocar o carro.
Com o projeto em mãos, no final do ano de 2003, Loureiro não demorou a começar as obras. Ao todo foram quatro anos de obra, e ainda faltam alguns detalhes, como pintura do lado de fora. Mas desde 2005 estou morando na casa, comemora.
Loureiro diz que o dinheiro economizado foi importante para usar em outras coisas, como a compra do piso. Além disso, ter a planta é fundamental, pois temos a certeza de que tudo vai ficar certo, que não vai ser construída somente no olho. (M.T.)





