'Não houve crise', diz Rocha
Não houve crise, diz Rocha
Folha - O Delegado Bassan diz que deixou a corregedoria porque houve interferência da Polícia Militar para que o provimento fosse revogado. O que o senhor tem a dizer sobre isto?
Newton Rocha - Não houve interferência da Polícia Militar. Não houve crise. O delegado deixou o cargo por motivos pessoais e teremos que continuar o que já estava sendo feito.
Folha - O provimento fere de alguma forma o trabalhos dos policiais militares?
Rocha - Não. O provimento reflete o que diz a legislação e é legal. Ele não tira a força da Polícia Militar, apenas recomenda para que os delegados cumpram a legislação.
Folha - Este provimento deverá ser revogado?
Rocha - Não. Ele poderá ser modificado.
Folha - Quem poderá modificar o provimento?
Rocha - O novo corregedor vai verificar o provimento e submetê-lo ao Conselho Superior da Polícia Civil. Isto deverá acontecer amanhã (hoje, terça-feira) cedo. Queremos que o provimento seja alterado de forma que seja possível de se colocar em prática.
Folha - Mas não dá para negar que o provimento gerou uma crise interna entre as polícias Militar e Civil.
Rocha - As duas polícias precisam trabalhar unidas para garantir a segurança pública. Neste contexto, não poderemos interferir em condutas e procedimentos que ocorrem há anos dentro da Polícia Militar. Precisamos conversar, sentar a mesa e isto ocorre sempre.
Folha - O que poderá ser mudado no provimento?
Rocha - Não sabemos ainda. Queremos que se cumpram as leis e os regulamentos do País. Fiscalizar as normas e procurar o diálogo são fundamentais para que as coisas caminhem de forma correta. O provimento é interessante, mas precisa ser enquadrado dentro das condições que as duas polícias dispõem.





