''Não há nada mais o que fazer''
O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel), Mauro Viecili, adiantou que ''a doação foi aprovada pela Câmara, a empresa está no seu direito (de começar a cercar o imóvel) e não há nada mais o que fazer''. Ele alegou que a área já havia sido destinada à comunidade mas como não foi aproveitada e estava tomada pelo lixo foi repassada para a iniciativa privada para que pudesse gerar emprego e renda para a região. Viecili garantiu que o terreno não era de praça mas sim uma área pública que poderia ser destinada para qualquer finalidade. Ele disse desconhecer o projeto de 2002 assinado pelo prefeito.
O proprietário da Plastimax, Maximino Trevisan, informou que procurou a Codel há cerca de um ano pedindo apoio para os planos de ampliação da empresa. Ele disse ainda que, na época, não sabia da doação do terreno à comunidade. ''Quando estive no Idel, eles checaram a situação do terreno e viram que os moradores haviam recebido um prazo para a construção de um centro comunitário, que se esgotou. Acho que o município está certo'', defendeu. Trevisan explicou ainda que recebeu a documentação que regulamenta a doação em meados de novembro, e as primeiras providências para a ampliação da fábrica, como a limpeza do terreno, foram tomadas nos últimos dias.
O empresário argumentou que a área construída será ampliada em 1,5 mil metros quadrados, o que vai significar a geração de empregos (ele não soube estimar quantos) e melhoria no aspecto do bairro, já que o terreno estava tomado pelo mato e sujeira. ''Não tenho nada contra os moradores, assim como acredito que eles também não têm nada contra a empresa'', argumentou.(Silvana Leão e Luciano Augusto)





