Não há motivo para temer Riau, afirma especialista
Silvana Leão
De Londrina
O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) do Paraná, Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) do Norte do Paraná e Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) promoveram na última sexta-feira palestra e debate com os arquitetos Antônio Cláudio Moreira e Flávio Villaça, de São Paulo, sobre Relatório de Impacto Ambiental Urbano (Riau) e lei do habite-se. As entidades estão preocupadas com projeto de lei proposto pelo vereador Adalberto Pereira (PFL), que prevê a revogação da lei do habite-se e extinção da exigência do Riau.
Em Londrina, o Riau passou a ser exigido a partir da implantação do novo Plano Diretor da cidade, aprovado em julho do ano passado. O relatório deve ser feito em dois casos: projetos de lei que alteram o zoneamento e para aumento do perímetro urbano.
Para os arquitetos paulistas, os empresários ainda estão assustados com o Riau, porque eles tomam como base o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (Rima). No meio urbano, porém, o conteúdo do relatório pode ser muito mais singelo, disse Flávio Villaça.
O arquiteto afirmou que o Riau deve analisar quatro aspectos básicos: infra-estrutura urbana, transportes e tráfego de automóveis (sinalização e tamanho de ruas), paisagem urbana, e impactos e efeitos do empreendimento sobre as atividades já instaladas. O Riau mostra os impactos de um empreendimento e sugere caminhos alternativos.
Villaça falou rapidamente sobre o Plano Diretor de Londrina: Deu para perceber que existe uma parte objetiva, de controle do uso do solo, e outra que deverá ficar meio encalhada.
A pedido da Folha, os dois arquitetos fizeram um rápido passeio pela Avenida J. K. Depois de uma parada no cruzamento com a Higienópolis, eles conheceram o trecho da avenida que vai até a Tiradentes. Ao final, eles resumiram a impressão que tiveram em poucas palavras: É coisa de primeiro mundo. Tem até semáforo chique.





