"Não há expansão de vagas"
Curitiba - A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Berenice Jordão, considerou positivos os resultados da audiência pública realizada ontem, na Assembleia Legislativa, sobre o Hospital Universitário (HU) de Londrina . "A solução apresentada, de dar agilidade ao processo de reposição de pessoal por meio da concessão de autonomia para a universidade, para a reitoria fazer esse procedimento, foi interessante", disse. Ela lembrou que essa autonomia existia anteriormente e deixou de acontecer a partir de 2010, no primeiro mandato de Beto Richa. "Recuperar essa autonomia, nesse aspecto, é um passo fundamental nesse momento de perspectiva de avanço tão grande das aposentadorias", explicou. A reitora rebate a justificativa de que o Estado não pode fazer as contratações dos funcionários por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). "Já são vagas existentes. Não há expansão de vagas", resumiu.
A mesma opinião tem o promotor de justiça Paulo Tavares: "É um absurdo estarmos aqui discutindo reposição automática de pessoal. E outra coisa, a LRF não pode ser utilizada para impedir a reposição de vagas. Já estava saindo do orçamento do Estado esse pagamento dos servidores que vieram a se aposentar". Para Tavares, a reunião poderia ter tido mais avanço. "Os representantes da Seti e da Sesa não têm autonomia para decidir em nome dessas secretarias. É uma pena", avaliou. Na semana passada, o promotor entrou na Justiça com uma ação civil pública contra o Estado e a UEL para ampliação do pronto-socorro do HU e solicitando a nomeação imediata dos 92 aprovados em concurso.
O deputado Tercílio Turini disse que nos próximos dias as comissões irão terminar de redigir o ofício que será entregue para o governador. Ele espera que o encontro com Beto Richa aconteça no início da próxima semana. O ofício pedirá também o repasse regular de verba para custeio. (A.D.C.)





