Entre as mais de 20 pessoas que acompanhavam a visita do prefeito Nedson Micheleti e do presidente da CMTU, Wilson Sella, ao prédio da Cereal, não foram encontrados representantes das associações dos artesão das praças Floriano Peixoto (ao lado da Catedral) e Rocha Pombo (em frente ao Museu Histórico). Os presidentes disseram que ''não foram convidados'' pela administração pública.
As duas entidades representam 43 autônomos e são as principais envolvidas na polêmica criada desde junho deste ano, quando começaram as obras de revitalização da Floriano Peixoto. Alguns artesãos ainda se recusam sair das praças, com medo que perderem clientela e de terem que assumir custos elevados em um prédio comercial. ''Não fomos convidados para visitar o Centro de Artesanato. Mas com estas obras aqui, estamos sendo obrigados a mudar sem que pontos polêmicos do projeto sejam discutidos'', disse o representante dos artesãos da Floriano Peixoto, Demindo Floriano, mostrando o calçamento em reforma.
''Estamos com uma comissão acompanhando o projeto e ninguém ficou sabendo desta visita. Temos ainda que discutir o regulamento interno que recebemos da prefeitura'', afirmou a presidente da Associação de Artesãos da Rocha Pombo, Elza Pereira Trannin. Ela trabalha há 28 como artesã.
De acordo com ela, o regulamento aponta obrigações ligadas ao condomínio segurança, limpeza e outras despesas que não foram aceitas por alguns associados. ''Vamos assumir o pagamento da luz quatro meses depois de mudarmos, mas precisamos levantar os custos desde já. Ainda temos tempo para discutir o projeto'', afirmou Elza.

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