Em alguns pontos de Londrina atingidos pelas enchentes, foram feitas obras de melhorias. Outros, no entanto, receberam apenas reparos emergenciais. As residências no entorno do Aterro do Lago Igapó foram as mais atingidas em 2011. Por isso, a área passou por diversas adequações. A administração municipal promoveu um mutirão para limpeza e plantio de árvores no entorno, além da limpeza de bueiros, em agosto deste ano. O presidente da Associação dos Moradores Amigos do Jardim Maringá (Assomar), José de Melo, relata que desde a operação de limpeza do Córrego Pequeno Mundo, que margeia o Aterro do Lago Igapó 2, na zona oeste, não houve mais enchentes. "Depois que fizeram esse trabalho, não registramos mais problemas com a invasão das águas nas residências. Além disso foram plantadas cerca de 200 mudas de árvores", apontou.
O empresário aposentado José Prado, porém, cobra a realização de adequações do tipo no Ribeirão Cambé, que fica paralelo ao Pequeno Mundo, do outro lado do aterro. "Por enquanto não encheu, mas o Ribeirão Cambé ainda está assoreado. Seria necessário fazer a dragagem de pelo menos 200 metros cúbicos para resolver o problema por lá", aconselha.
Na Rua Ermelindo Leão, na Vila Portuguesa, o mecânico Takashi Tamura, que trabalha perto dali, diz que o Ribeirão Quati é muito estreito para dar vazão ao volume de água em dias de chuva forte. Um dos problemas é uma laje de pedra que dificulta a realização de obras para rebaixamento do leito. Outra questão é a existência de muitas construções próximas ao córrego, onde deveria haver uma faixa de proteção de pelo menos 30 metros.
Um dos pontos mais afetados pelas enchentes de 2011 fica no prolongamento não asfaltado da Avenida das Maritacas (zona leste). Trata-se da principal ligação da região de chácaras Três Figueiras e o bairro Jardim da Urca. Na época, o talude cedeu e houve desbarrancamento. Depois do conserto, em janeiro de 2014 houve outra chuva forte, que voltou a causar estragos no local. O movimentador de mercadorias Bruno Vinícius, de 26 anos, reivindica uma solução definitiva. "Só arrumaram o estrago, mas não foi feita nenhuma ação para prevenir que aquilo se repetisse. O certo seria plantar mais árvores, colocar mais terra. O local continua sem guarda-corpos.(V.O.)

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