Quando Vinícius Amadeu Santana, 17 anos, soube que havia sido aprovado no curso de Engenharia Civil, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), a alegria foi grande para a família e a sensação foi de esforço recompensado. Ele conta que dedicava, em média, seis horas de seu dia aos estudos em sala de aula e duas horas de estudo em casa. Segundo ele, no restante de seu tempo, aproveitava para descansar, curtir a família, os amigos, ler revistas, jornais e navegar na internet.
''Eu sempre gostei de jogar futebol; no ano passado continuei jogando, mas é claro que tive que reduzir a prática para me dedicar aos estudos. Não fiquei obcecado pelos estudos em nenhum momento'', acrescenta o jovem. ''Acredito que o segredo foi exatamente esse, apesar de ter sido um período tenso para mim, eu soube relaxar e me distrair com outras atividades, além dos estudos.''
Pedro Augusto Cirino, 17 anos, também aprovado em Engenharia Civil, explica que a divisão de seu horário com outras atividades foi essencial para manter a tranquilidade. ''Eu via muita gente se matando de estudar, mas que na hora da prova perdiam a calma'', observa. ''São amigos que se dedicaram tanto aos estudos ao longo do ano e que viam a aprovação com algo tão crucial para vida deles, que acabaram ficando nervosos e perdendo a oportunidade.''
Pedro conta que sua rotina diária era de estudo no período da manhã no colégio, almoço e algumas horas de descanso no período da tarde e de retorno aos estudos no colégio com o grupo de amigos. ''Apesar do ritmo intenso de estudos, não foi um período maçante para mim, porque eu adorava estudar matemática e física.'' Aos finais de semana, o jovem aproveitava para reunir os amigos em casa e tocar violão.
(F.C.)

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