O responsável administrativo pelos serviços do Siate e Samu, Antonio Cesar Marson, disse que acompanha os números dos atendimentos há 10 anos, por isso considerou o mês de setembro atípico. ''Normalmente, a diferença entre os números de atendimentos não é tão grande.'' Ele admitiu que o tempo de atendimento no HU, em média, é maior que nos outros por ser um hospital-escola. ''Mas os alunos nunca atendem sem a presença do professor.''
O médico mostrou um relatório de destino dos pacientes do Samu nos meses de julho e agosto deste ano. Em julho foram atendidos 546 pacientes no HU, enquanto no HE e Santa Casa foram atendidos, respectivamente, 278 e 265. No mês de agosto o HU ficou com 396 atendimentos, contra 200 no Evangélico e 187 na Santa Casa.
''Não fazemos distinção entre um e outro hospital'', garantiu. ''Em primeiro lugar, encaminhá-lo para um hospital que tiver condições de dar o atendimento que precisa, de maneira plena, evitando a necessidade de futuras transferências; em segundo, levá-lo para o hospital mais próximo da ocorrência; e em terceiro encaminhá-lo para a instituição mais próxima que tenha condições de fazer o atendimento adequado''. Quem toma esta decisão, segundo Marson, são os médicos reguladores, que trabalham 24 horas por dia, em todos os dias da semana, tanto no Samu como no Siate.(S.L.)

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