Não faltam equipamentos urbanos
Diferente do que alegam estas famílias, o presidente da Cohab, João Alberto Verçosa, discorda que os moradores não estejam sendo atendidos. ''Quase a totalidade dessas pessoas já moravam na região, só que em condições precárias. Ou seja, elas continuam usufruindo dos mesmos equipamentos urbanos públicos que anteriormente, só que em moradias dignas. Não estamos jogando essas famílias em qualquer lugar. Obedecemos o critério da territorialidade.''
Apesar disso, Verçosa admite que algumas dificuldades possam ser sentidas no início. ''Existe, porém, toda uma infraestrutura no entorno desses bairros que atende a demanda, comprovada por levantamentos da capacidade da região. Há Unidades Básicas de Saúde e escolas em bairros vizinhos. Enquanto isso, outras estruturas já estão previstas. Até mesmo porque, a Caixa não aprovaria o financiamento sem que tivesse um projeto que contemplasse essa rede.''
O motivo de não se investir antes que as famílias comecem a morar no bairro, segundo o presidente, é a prioridade de destinação dos recursos. ''Essas casas são construídas por um empreedimento privado. Eventualmente, isso pode vir a não ser finalizado. Como vamos investir numa área antes mesmo de ela existir? Precisamos esperar para sabermos qual será a real demanda. Lembrando que já temos dificuldades em atender onde já há famílias estabelecidas'', explica. (M.T.)





