Londrina - A equipe do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja) Manoel Machado deu início aos trabalhos em 1994 na Penitenciária Estadual de Londrina. Em 2007, as atividades também passaram a ser oferecidas na PEL 2. Presos que não haviam concluído os ensinos Fundamental e Médio puderam voltar a estudar. O restante dos detentos também recebeu incentivo para fazer a prova do Enem e tentar bolsas de estudo.
A diretora do Ceebja, Ivoneide Aparecida Parra, conta que poucos detentos conseguiram se formar. "Eu me lembro de apenas um que estudou na Metodista e depois conseguiu emprego como funcionário", ressalta.
No ano passado, as provas do vestibular da UEL foram aplicadas dentro da penitenciária, o que também despertou o interesse dos presos. "A grande maioria dos detentos procura os estudos para recuperar o tempo perdido. Eles encaram como uma oportunidade única. A remissão na pena não é tão significativa", garante.
Ela afirma que os professores se uniram várias vezes para pagar o passe dos estudantes e até cesta básica para os que precisavam de alimentos. "O trabalho não é fácil, mas vale a pena. A sociedade precisa pensar em investir mais na educação dentro dos presídios. Com os detentos ressocializados, a sociedade estará ganhando", conclui.
Os 14 presos aprovados em 2014 conquistaram vagas em diversos cursos, como Administração, Direito, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem e Ciência da Computação.
Eles ainda precisam de autorização do juiz da Vara de Execuções Penais para frequentar a universidade. Os documentos relacionados aos cinco aprovados na UEL foram protocolados na semana passada. A autorização depende de relatórios técnicos sobre o comportamento dos presos e o tempo de cumprimento da pena, além das avaliações feitas por psicólogos e assistentes sociais. (V.C.)

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