Carlos (nome fictício), de 24 anos, convive com a fobia de água há 11 anos, quando quase se afogou no mar. ''Estava com alguns primos quando caí num buraco, eu não consegui pedir ajuda e só saí de lá quando uma onda mais forte me levou para a praia'', lembrou. Ele contou que sente palpitação só de falar de água ou relatar o episódio que provocou o trauma. ''Antes eu gostava muito de mar e de piscina, hoje não consigo mais olhar fixamente para o mar que me sinto ansioso'', revelou.
Apesar da mudança de comportamento, o jovem afirmou que a fobia não atrapalha seu dia a dia. ''Não deixo isso me incomodar, até fico na areia da praia mas não chego perto do mar; além disso coloco a cadeira de lado, não de frente para a água'', explicou. Ele disse que em algumas situações chega a colocar o pé na piscina para ficar mais próximo do grupo de amigos, mas não se sente à vontade na situação. Conforme Carlos, a única coisa que o atrapalha são os pesadelos. ''Em 90% das vezes que tenho pesadelos tem água envolvida.'' (M.A.)

mockup