'Não consegui conter a emoção'
A fisioterapeuta Josiane Lima, que serviu de inspiração para o trabalho das designers de moda, aprovou a iniciativa. Mãe de Guilherme, 10 anos, ela disse que já se cansou de procurar roupas adaptadas para o filho. ''Por não encontrar roupas adaptadas a maioria das mães acabam optando por moletons largos e roupas com numeração maior para deixar as crianças mais confortáveis. Isso porque as pessoas com paralisia cerebral sofrem uma espasticidade muscular quando são tocadas. É um enrijecimento natural que dificulta a troca de roupas''. relata. ''A Andréia e a Ângela criaram uma bermuda e uma camiseta com aberturas nas laterais que diminuem bastante o tempo de troca e além de tudo são peças bonitas e confortáveis'', ressalta.
A dona de casa Dilza Neves de Carvalho diz que ficou emocionada ao ver a filha Aline, 21 anos, voltando a usar vestido. ''Quando minha filha nasceu eu sempre comprava vestidos para ela. No entanto devido à dificuldade de trocar a roupa à medida em que ela foi crescendo, tive que optar por peças mais simples. Quando a vi de vestido no desfile não consegui conter a emoção. Ela fica linda com o vestido e agora é fácil tirá-lo e colocá-lo, pois ele tem tic tac e zíper em locais estratégicos'', destaca.
Avó de Suzane, 9 anos, a aposentada Diomira Faria também se diz comovida em ver a neta com o vestido produzido pelas irmãs de Arapongas. ''Se deixar a Suzane quer colocar o vestido todos os dias. A Andréia e a Ângela pensaram em tudo. Além do vestido bonito e confortável, elas produziram um shortinho com o mesmo tecido para que ao se mexer na cadeira de rodas ela não fique exposta mesmo que a saia do vestido se levante'', enfatiza. (M.R.)





