O reitor da UEL, Jackson Testa, também não poupou críticas à postura adotada por alguns sindicatos, como o da Saúde, e principalmente à antiga diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que assinaram um manifesto contra a realização do plebiscito. Ele acusa a diretoria do Sindicato da Saúde de ter prorrogado o próprio mandato, a partir de 1992, além de provocar um ‘‘estouro de caixa’’ de R$ 19 mil, que teriam sido desviados da entidade.
O reitor afirma ainda que a antiga diretoria está usando indevidamente o nome do DCE, na tentativa de também prorrogar o próprio mandato. Ele explica que o último processo eleitoral foi malconduzido pela situação e, por isso, a chapa de oposição conseguiu anular o pleito na Justiça. ‘‘Eles falam em nome do DCE e o DCE não existe hoje legalmente. A decisão está na Justiça. Eles deveriam ter uma posição moral em não falar em nome do DCE.’’
‘‘Se o plebiscito é casuísmo, como eles estão dizendo, prorrogação de mandato é uma vergonha’’, define o reitor. Para ele, as diretorias do DCE e Sindicato da Saúde estão sendo ‘‘reconduzidas’’ aos cargos, e não eleitas democraticamente, muitas vezes através da ‘‘ditadura das minorias’’ que, segundo ele, impera em boa parte das assembléias. ‘‘Eles utilizam instrumentos muito mais vergonhosos. Seria bom se o sindicato não fosse tão casuístico.’’
Jackson Testa diz também que de forma alguma tentaria impedir manifestações, dentro da UEL, contrárias às suas idéias, desde que elas tenham princípio democrático. ‘‘O que não admitimos são articulações com fins meramente políticos, para tomar o poder’’, destaca o reitor. ‘‘Lamentamos essa interferência política dentro da Universidade. Eles estão querendo tirar o brilho do plebiscito. Eu fico feliz em propiciar essa consulta popular dentro da UEL. Nós nunca praticamos o casuísmo.’’

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