Não admitimos articulações com fins políticos
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sexta-feira, 14 de novembro de 1997
Londrina 
O reitor da UEL, Jackson Testa, também não poupou críticas à postura adotada por alguns sindicatos, como o da Saúde, e principalmente à antiga diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que assinaram um manifesto contra a realização do plebiscito. Ele acusa a diretoria do Sindicato da Saúde de ter prorrogado o próprio mandato, a partir de 1992, além de provocar um estouro de caixa de R$ 19 mil, que teriam sido desviados da entidade.
O reitor afirma ainda que a antiga diretoria está usando indevidamente o nome do DCE, na tentativa de também prorrogar o próprio mandato. Ele explica que o último processo eleitoral foi malconduzido pela situação e, por isso, a chapa de oposição conseguiu anular o pleito na Justiça. Eles falam em nome do DCE e o DCE não existe hoje legalmente. A decisão está na Justiça. Eles deveriam ter uma posição moral em não falar em nome do DCE.
Se o plebiscito é casuísmo, como eles estão dizendo, prorrogação de mandato é uma vergonha, define o reitor. Para ele, as diretorias do DCE e Sindicato da Saúde estão sendo reconduzidas aos cargos, e não eleitas democraticamente, muitas vezes através da ditadura das minorias que, segundo ele, impera em boa parte das assembléias. Eles utilizam instrumentos muito mais vergonhosos. Seria bom se o sindicato não fosse tão casuístico.
Jackson Testa diz também que de forma alguma tentaria impedir manifestações, dentro da UEL, contrárias às suas idéias, desde que elas tenham princípio democrático. O que não admitimos são articulações com fins meramente políticos, para tomar o poder, destaca o reitor. Lamentamos essa interferência política dentro da Universidade. Eles estão querendo tirar o brilho do plebiscito. Eu fico feliz em propiciar essa consulta popular dentro da UEL. Nós nunca praticamos o casuísmo.


