Para a aposentada Zilda Nunes, frequentadora assídua da pista de caminhadas do Bosque, a instalação isolada de lixeiras no Anel Central de Londrina não deve trazer soluções para o acumulo de sujeira nas ruas da cidade. ''É uma ação que deveria ser acompanhada de uma campanha educacional. Não adianta ter lixeira se o povo não vai usar'', diz.
A teoria de Dona Zilda é comprovada pelo comerciante José Liduário, que mantém uma barraca de salgados no Centro. Liduário, por sinal, viveu por um dia uma experiência incomum: há dois anos, ele próprio instalou uma lixeira de propriedade do município em frente ao comércio. ''Ela estava encostada em uma antiga guarita de limpeza. Eu a peguei e a chumbei na calçada em frente à minha barraca'', lembra.
Infelizmente a iniciativa não vingou. Segundo Liduário, mesmo tendo duas opções de lixo (na calçada e dentro do comércio) os fregueses continuam a jogar papel no chão. ''Eu tenho que sair da barraca várias vezes por dia para recolher os guardanapos jogados no chão'', lamenta.
O gari Odilon Loreiro dá as primeiras dicas para a população. ''O comércio deve evitar o despejo de grandes volumes nas lixeiras, para não desperdiçar espaço. Também aconselho as pessoas a amarrarem garrafas pet com barbante e deixarem penduradas fora do lixo, pois é material reciclável. Galhos também não devem ser jogados nas lixeiras, já que também ocupam um espaço desnecessário'', ensina.(A.M)

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