''Não adianta fazer reuniões, é só enrolação''
A presidente da Associação Camelódromo de Londrina, Cleusa da Silva, acha que a mudança vai ser muito difícil. ''Não temos nada definido até agora, nem valores, nem datas e sem isso não adianta a gente ficar fazendo reuniões, é só enrolação'', reclamou. Cleusa adianta que antes de qualquer decisão vai haver muita briga: ''A maioria não quer ir para o shopping popular e mesmo que a gente acabe indo pra lá, já avisamos que vamos querer as lojas da frente'', afirmou, se referindo a uma possível disputa entre os camelôs da Leste/Oeste e os da Avenida São Paulo.
A idéia da prefeitura é juntar todos os ambulantes no mesmo espaço. Os ambulantes gostariam de mudar para o terreno público ao lado do Pronto Atendimento Infantil (PAI): ''Nós queremos uma coisa que seja nossa, sem ter que pagar aluguel e sem que a gente fique se preocupando com a possibilidade de ser despejado'', explicou Cleusa.
Enquanto a mudança não se define, a CMTU não renova os alvarás dos camelôs. Muitos estão trabalhando com a licença vencida e o Ministério Público Federal deu prazo até 30 deste mês para que eles regularizem a situação, tirando alvará e o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
No camelódromo da Avenida São Paulo concentram-se 222 ambulantes e no da Leste/Oeste, 94 vendedores.





