Privados da liberdade, mas nem tanto. No mini-presídio de Cornélio Procópio, 16 presas ocupavam a mesma ala que os 150 presos e se encontravam durante o horário de visitas, quando as celas eram abertas. A situação foi descoberta durante uma operação pente-fino que resultou na apreensão de estoques, drogas e um telefone celular.
O delegado-chefe da 11Subdivisão Policial, José Aparecido Jacovós, explicou que presos e presas ficavam em celas separadas mas localizadas na mesma ala. Durante o horário de visita, quando as celas eram abertas, homens e mulheres se encontravam. Destes encontros acabaram surgindo relacionamentos dentro da prisão. ''Esse fator estava gerando problemas. Ontem, por exemplo, houve um princípio de rebelião quando elas foram transferidas'', destacou Jacovós. Ele determinou que as 16 presas fossem transferidas na noite de quarta-feira para celas de triagem na delegacia central. Elas devem ser levadas para a cadeia de Santa Mariana.
Além do namoro, o ''pente-fino'' realizado no mini-presídio encontrou alguns estoques, duas porções pequenas de maconha e um telefone celular. A ação, segundo o delegado-chefe, foi realizada depois de matéria publicada pela FOLHA, esta semana, contando de um preso teria telefonado para uma rádio da cidade. Jacovós informou que o preso será ouvido nas próximas horas. ''Não descartamos que existam mais celulares e novas buscas serão feitas nos próximos dias'', adiantou, completando que também não está descartado o envolvimento de funcionários. ''Se o celular entrou foi porque ou houve negligência na revista ou facilitação''.

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