Segundo o urologista Marcelo Brás, em 1,4% das gestações se detecta problemas nos rins dos fetos. A anomalia mais comum é a hidronefrose. Trata-se de uma dilatação renal subsequente à uma obstrução que faz com que a urina fique retida no rim. ''Nesses casos, se não é feito nada com a criança, ela pode perder o rim'', alertou o urologista. De todos os casos de anomalias detectadas, apenas 27% das crianças precisam passar por uma cirurgia reconstrutora, pois a maioria das dilatações apresentam regressão com o tempo. Marcelo Brás destacou que, muitas vezes, pensa-se que a dilatação é uma ''bobeira'' e quando se percebe a criança já está com o aparelho urinário comprometido. ''O importante é investigar'', enfatizou.
A respeito do diagnóstico, o urologista foi enfático. ''Apesar de termos toda essa parafernália tecnológica, nada substitui a arte da medicina que é botar a mão no paciente''. Para exemplificar a importância do exame físico, Marcelo Brás contou o caso de uma criança de cinco anos que estava com hidronefrose avançada e o pediatra dela não havia percebido. O caso só foi diagnosticado porque um pediatra amigo da família visitou a casa e quando abraçou a menina percebeu que o abdômen dela estava rígido. O médico faz questão de lembrar no entanto que a maioria dos profissionais hoje está preparada para atender os pacientes.

mockup