Na zona rural, prejuízo maior foi com o trigo
A chuva de granizo que atingiu Janiópolis se formou na região Oeste e foi prececida por uma chuva fraca. O agrônomo Marcos Ceron Beneton, que trabalha no entreposto da Cooperativa Agropecuária de Goioerê, disse que por volta das 7 horas apenas algumas nuvens escuras avançavam para o lado da cidade. Em menos de duas horas a chuva começou e em seguida o granizo, que foi rápido mas muito forte, disse ele à Folha. Depois do granizo chovou forte de novo por cerca de 30 minutos.
Beneton calcula que das mais de 200 telhas de amianto seis milímetros que cobrem o escritório da cooperativa, menos de 10 ficaram inteiras. No barracão coberto de zinco as pedras chegaram a provocar furos, disse. Ontem ele não conseguiu sair a campo, mas acha que o prejuízo nas lavouras de trigo pode ser grande. Ainda não temos como saber das perdas, mas o trigo estava em fase de colheita e até uma chuva forte causaria danos nesse estágio das lavouras, lamentou.
Os dois depósitos de materiais de construção da cidade já tinham vendido mais de 3,5 mil telhas até o final da tarde de ontem. A maior parte comprada no comércio de cidades vizinhas. Minha sorte é que eu consegui receber mais 2 mil telhas agora pouco, contou ontem o comerciante Sidnei Aparecido Vieira Lopes. Ele esperava uma carga de mil telhas de Santa Catarina e ontem de manhã fez o pedido de mais mil a um fornecedor de Cascavel. Toda carga estava na cidade ontem no final de tarde. Mas ainda não dá para saber se é o suficiente para todo mundo, disse.
A queda de granizo também causou prejuízo, na madrugada de domingo, em Pinhal de São Bento (Sudoeste do Estado) e Rebouças (109 km ao norte de União da Vitória). Em Pinhal de São Bento, foram destelhadas pelo menos 47 casas, e em Rebouças, outras 70. A chuva provocou perdas na lavoura de milho da região. Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a previsão para hoje é de instabilidade, com possibilidade de pancadas de chuva em todo o Estado. (Marcos Zanatta)





