Na Zona Norte, bairros têm somente um acesso
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quarta-feira, 04 de maio de 2005
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Considerado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) como de extremo risco, o cruzamento da Avenida Winston Churchil com a Rua Arcindo Sardo e Avenida Henrique Mansano (Zona Norte de Londrina) é alvo de críticas dos moradores da região. Uma pequena rotatória que liga as duas vias é o único acesso aos jardins Coliseu e Honda, obrigando os motoristas que seguem na direção centro-bairro a fazerem uma conversão à esquerda, atravessando uma avenida de alto fluxo de veículos. O projeto para modificações do sistema viário da região já foi apresentado pelo Ippul, mas o secretário de Obras afirma que o estudo é ''invivável''.
As reclamações sobre a situação do acesso foram feitas à reportagem da Folha por diversos moradores e comerciantes da região. ''Moro no Jardim Honda desde 2003 e vi o bairro dobrar de tamanho desde então. O acesso, no entanto, continua o mesmo. Nos horários de pico, é impossível passar pela rotatória sem correr riscos'', descreveu o empresário Henor Oscar Mota.
Comerciantes instalados na prória rua Arcindo Sardo, no Jardim Coliseu, também criticam o acesso. ''Às 18 horas, é quase impossível entrar nos bairros vindo do Centro pela Avenida Winston Churchil, até porque a via também é um meio de acesso dos moradores dos Cinco Conjuntos (Zona Norte) às outras regiões. Leva-se mais tempo para passar pelo semáforo da rotatória do que para vir da Área Central até o cruzamento'', reclamou o comerciante Luiz Antônio Refundini.
Ainda de acordo com trabalhadores da região, no cruzamento é possível presenciar acidentes quase que diariamente, como conta o mecânico Fábio Souza. ''Nosso patrão quase foi atropelado ontem (anteontem), porque a quantidade de carros que querem fazer a conversão à esquerda neste cruzamento é tão grande que não há visão. Entre as 17 e 18 horas e nos finais de semana, então, é ainda pior. Nas segundas-feiras, o asfalto amanhece forrado com cacos de vidro'', descreveu. As estatísticas da Companhia de Trânsito de Londrina (Ciatran) contabilizam até maio deste ano cinco acidentes atendidos pela polícia, mesmo número registrado durante todo o ano passado.
Na opinião de Mota, a abertura de uma nova via de saída dos bairros para a avenida, há pouco mais de um ano, trouxe mais um problema. ''Agora todos que querem evitar o cruzamento vão para a Rua Eliane Alvim Dias, onde eu moro. O trânsito ficou muito grande e os carros passam muito rápido'', contou. Mota, por sinal, presenciou um acidente na esquina de casa no final da semana passada, quando um ciclista foi atingido por um carro, sofrendo ferimentos leves. ''Por sorte, o carro não estava tão rápido, como normalmente acontece. Precisamos de um redutor de velocidade, um quebra-molas na rua'', disse.


