Na Zona Leste, moradores têm qualidade de vida
Outra região bastante promissora e que já apresenta características de um pólo secundário é a Leste, próxima à Avenida São João. Mesmo com menos opções de compra, não perde no quesito investimento. Nos últimos anos foram instalados vários tipos de comércio, além de uma faculdade e um mercado de médio porte.
''Não saio daqui por nada, nem a passeio. O que falta mesmo é um posto de saúde, já que o Hospital Universitário (HU) só atende emergências'', reclama a enfermeira Jane Fernandes. Apesar disso, ela, que há dez anos mora no Conjunto Albatroz, não pensa em se mudar. ''Tenho qualidade de vida aqui. Se preciso comprar comida, tem o mercado; se preciso pagar conta, é pela internet ou na lotérica. Além disso, é calmo. No Centro tem muita gente, muito carro'', diz.
Aparecido de Oliveira, que deixou o sítio há dois anos, escolheu a Zona Leste para a nova residência. ''Comprei esse carrinho para vender caldo de cana e passar o tempo. Fico o dia todo trabalhando perto da Avenida São João e no final do dia vou pra casa.'' Com essa rotina, o ex-lavrador acha que o movimento do bairro já é o bastante para ele. ''Se pudesse escolher, ficaria no sítio. Se aqui eu já acho movimentado, imagina no Centro.''
Carlos Roberto Lunardelli, diretor geral da Faculdade Uninorte, diz que a mudança de prédio para a Zona Leste se deu após uma pesquisa com os próprios alunos da instituição. ''Constatamos que grande parte dos estudantes morava na região. Além disso, traria maior facilidade de se chegar ao Centro aos que precisavam se locomover'', explica. Ele considera alto o potencial de expansão da Zona Leste e acredita que mais empresários deveriam trazer novas atividades econômicas. ''Isso só tem a favorecer as novas frentes de investimento e consequentemente a região'', destaca. (M. G.)





