Na UEL, só comunidade universitária é beneficiada
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quinta-feira, 11 de março de 1999
Áureo Nogueira 
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) também conta com uma farmácia-escola. Mas os remédios são distribuídos apenas para a comunidade universitária (funcionários, professores e estudantes), e a preço de custo. Na UEL, o destaque fica por conta do Laboratório de Produção de Medicamentos (LPM). O laboratório produz 14 tipos de comprimidos e nos próximos meses deve iniciar a produção também de cápsulas e de remédios líquidos.
O laboratório da UEL recebeu recentemente equipamentos que vão permitir aumentar e diversificar a produção. Os aparelhos foram repassados pela Secretaria Estadual de Saúde, através do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), e custaram aproximadamente R$ 500 mil.
Além da farmácia-escola, do Núcleo de Bem-Estar da Comunidade Universitária (Nubec) e do Hospital Universitário do Norte do Paraná (HU), o laboratório fornece medicamentos para farmácias-básicas de municípios de todas as regiões do Estado. Para as prefeituras, o fornecimento é feito através de convênios diretos e, principalmente, da Secretaria Estadual de Saúde.
Segundo o diretor do Laboratório de Medicamentos da UEL, professor Francisco Eugênio alves de Souza, os principais comprimidos fabricados são os anti-hipertensivos, diuréticos (cardiopatas), antiparasitários, analgésicos e antitérmicos, ansiolíticos (calmantes), anticonvulsionantes (gardenal), broncodilatadores e antieméticos (para vômito).
O professor Francisco Eugênio revela que a meta para este ano é produzir cerca de 32 milhões de comprimidos, além de iniciar nos próximos seis meses a produção das cápsulas.
A produção das cápsulas depende apenas de uma reforma de adequação e a instalação dos equipamentos. Já os medicamentos líquidos dependem da construção de um novo prédio, detalha. Dentro de dois ou três meses, o laboratório estará produzindo sais de reidratação oral, os conhecidos envelopes de soro, emenda.
O diretor do laboratório adianta que entre os medicamentos líquidos serão produzidos antibióticos. Ainda não definimos quantos milhões de unidades, mas a produção de remédios líquidos também será grande, destaca Francisco Eugênio. O diretor explica que o laboratório da Universidade Estadual de Londrina vai manter a mesma linha que vinha sendo produzida no Cemepar, em Curitiba.


