Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), entre os 14 cursos que oferecem licenciatura - formando professores de áreas diversas -, apenas quatro incluem na grade curricular uma disciplina que trata da inclusão dos portadores de deficiências.
De acordo com a professora Célia Regina Vitalino, docente do departamento de Pedagogia e que trabalha com educação especial e inclusão, o curso é oferecido para os alunos de Educação Física, Pedagogia e Letras Modernas (Inglês e Espanhol), em caráter obrigatório, e opcional para a faculdade de Matemática.
''A disciplina tem carga horária de 68 horas e não inclui estágio. É uma formação mínima e apenas teórica sobre o assunto'', considerou Célia, para quem ''os professores realmente não saem da universidade preparados para lidarem com as deficiências''.
A docente alertou que a formação dos professores, apesar de essencial, não é o único fator determinante para o sucesso da inclusão. ''Depende também das condições das escolas, do espaço físico, dos materiais disponíveis e das condições do trabalho dos educadores. Tem que haver investimentos das redes municipal e estadual'', afirmou.

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