Em Fazenda Rio Grande, a área escolhida para receber a usina de processamento de lixo fica em um descampado na região conhecida como Passo Amarelo. Muitos moradores vivem nas proximidades. Ainda assim, poucos sabem que, talvez, o futuro do local seja diferente do que pensaram. É o caso de Miriam Ramalho, estagiária de Pedagogia, que mora há 13 anos no bairro e disse que ficou ''sabendo por cima'' sobre a usina. O principal receio é ter que mudar. ''Será que têm o direito de tirar o pessoal daqui?'' De acordo com Prefeitura de Fazenda Rio Grande isso não vai acontecer.
Outro morador, César Almeida, diz que só ouviu comentário sobre o assunto antes das eleições municipais. ''Teve um abaixo-assinado contra o lixão, mas que não deu em nada. Aqui, todo mundo está preocupado, pois o transtorno vai ser grande'', acredita.
Já em Mandirituba, o terreno é mais afastado da cidade, situado em uma região montanhosa, com poucos famílias e algumas indústrias de pequeno porte. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, trata-se de uma área industrial criada há 9 anos e por isso é pouco habitada. Em compensação, a grande quantidade de araucárias marcam o lugar.
Maria Wolf, que vive com o marido há 15 anos em um sítio, diz que sabe da posibilidade do novo aterro ser instalado próximo à sua casa - e isso é tudo. ''Queria arrumar nossa casinha, mas como, se a gente não sabe se vai ter que sair daqui ou não?'', diz. ''Se me derem o que tenho aqui em outro local, não vejo problema nenhum em sair'', afirma o metalúrgico Pedro Tavares. (T.A.)

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