Na primavera, as abelhas ficam em 'estado de alerta'
A professora do Departamento de Biologia Geral da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Sílvia Helena Sofia, alerta que nesta época do ano as colônias de abelhas se multiplicam e é comum encontrá-las em árvores e locais públicos, à procura de um lugar para fazer seus ninhos. Com a florada, há grande disponibilidade de alimentos e aumenta a população das colônias, que são divididas em duas (enxameagem). As abelhas passam a procurar então locais como troncos de árvores ocos, explica.
Segundo a professora, as abelhas utilizadas hoje em dia para a produção de mel são, em sua grande maioria, africanizadas, ou seja, são uma espécie híbrida que surgiu das abelhas européias e africanas. Esta abelha africanizada é mais defensiva que a europa pura, mas só ataca quando sente-se ameaçada.
Sílvia afirma também que, na primavera, há mais risco de ataques como o ocorrido com o cabeleireiro, no centro de Londrina. Ela explica que, como a colônia armazena mais alimento, as abelhas ficam em estado de alerta e mais defensivas. Qualquer movimentação perto do ninho pode significar sinal de perigo e, portanto, motivo para ataque. Em dias de calor e umidade elas também ficam mais propensas ao ataque.
Para evitar acidentes com abelhas, dois professores dos Departamentos de Biologia Geral e Animal da Universidade Estadual de Londrina, Nilza Diniz e José Lopes, estão coordenando um trabalho, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, de coleta de enxames na área urbana, através de caixas-iscas. As colônias obtidas são entregues a apicultores. (S. L.)





