Na palestra, críticas e novidades
Na reunião com representantes do Clube de Engenharia de Londrina (Ceal) e profissionais autônomos, o secretário Estadual de Obras, Luiz Caron, também apresentou novidades sobre parcerias com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e novos métodos encontrados pela secretaria para licitar obras a preços ''mais justos''. Na palestra, feita em tom de crítica ao governo anterior, Caron falou do pedágio e do parque industrial de Curitiba.
''Quando queriam instalar os pedágios, as pessoas deram graças a Deus, pois pelo menos poderiam rodar em boas rodovias. Agora que o nosso governador (Roberto Requião, PMDB) arrumou as estradas, as pessoas reclamam que têm que pagar pedágio'', ironizou. ''Parques industriais automobilísticos como o de Curitiba criaram um cinturão de pobreza e violência que sufoca a cidade. O que traz desenvolvimento, de fato, é a construção civil.''
Na palestra, o secretário também anunciou o recebimento da primeira turma de pós-graduandos no Programa de Residência Técnica em Engenharia, criada em parceria com a UFPR. O projeto consiste na oferta de estágios remunerados para engenheiros recém-formados, desempregados e vinculados a uma especialização pela Universidade, oferecendo experiência para a entrada no mercado de trabalho.
Os pedidos por parte da platéia começaram quando o secretário falou da construção do Centro Judiciário de Curitiba. A obra está orçada em R$ 230 milhões e um concurso nacional vai determinar qual projeto será posto em prática. O vice-presidente do Ceal, André Sell, manifestou o interesse da entidade em participar do julgamento. ''Também seria interessante que o Estado respeitasse os direitos dos arquitetos sobre os projetos vencedores. Às vezes a secretaria faz alterações na planta sem consultar o idealizador, desrespeitando a concepção original da obra'', reclamou.
Mesmo colocando objeções, Caron considerou as duas propostas interessantes. ''Deixamos sempre claro que o projeto é comprado do começo ao fim: inclusive os direitos sobre a obra. Além do mais, há leis que regem estes contratos'', explicou. Já a vaga do Ceal no julgamento dos projetos para o Centro Judiciário depende de negociações do clube com o Instituto de Arquitetura do Brasil (IAB). (A.M.)





