Na onda do Pokémon Go
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quinta-feira, 04 de agosto de 2016
Rafael Souza<br>Reportagem Local 


Não foi preciso esperar nem 24 horas para o fenômeno Pokémon Go virar febre entre os brasileiros. Em Londrina, o game conquistou jogadores de todas as idades e profissões. E não foi nem preciso andar muito para encontrá-los. Em todos o cantos da cidade, o aplicativo era assunto comum. Talvez com medo de serem flagrados, alguns ainda tentaram disfarçar, colocando o celular no bolso ou fingindo atender a uma ligação. Mas a maioria pouco se importava em quem prestava atenção na sua caça. Onde tinha pokémons, lá estavam as dezenas de fãs famintos para capturar os simpáticos bichinhos.
Fã dos personagens do famoso desenho lançado no Japão em 1998, o fisioterapeuta Rafael Frois, de 23 anos, revelou que aguardava ansioso pela chegada do game ao Brasil. "Quem gosta e acompanha o desenho desde pequeno, como eu, sempre teve o sonho de ter um pokémon de verdade, e o aplicativo traz um pouco disso", contou, enquanto mostrava uma foto em seu celular com uma coleção de bonecos pokémons.
Mais do que entreter os jogadores, o Pokémon Go tem um diferencial em relação ao demais aplicativos de games para smartphones. Ele obriga as pessoas a andar pelos mais diferentes lugares da cidade para encontrar os bichinhos.
"Quem joga não vai caçar só em casa e sentado; a gente tem que sair. É até legal para conhecer lugares", disse um estudante de 17 anos, que caçava pokémons ontem à tarde nas proximidades do Lago Igapó 2 (área central). "É muito massa, já estou viciado. E ainda vou emagrecer, só ontem (quarta-feira) já andei mais de 11 quilômetros", contou outro adolescente de 17 anos, antes de interromper a reportagem para capturar o seu 125º pokémon. "Pronto, mais um", vibrou.
CRESCIMENTO
Segundo os desenvolvedores, o aplicativo já é o mais baixado para iPhones e o que teve o maior crescimento no número de downloads poucas horas após o lançamento no Brasil logo após seu lançamento em solo brasileiro. Entre os celulares Android, o game não está nem entre os cem mais baixados, mas é o 29º serviço com maior crescimento.
O fotógrafo Guilherme Borges Cunha, de 23, também é fã do desenho japonês, mas garante que baixou o jogo por curiosidade. "Fui procurar na internet como funcionava e acabei me interessando. O jogo é legal, essa mistura do virtual com o real, de ver pokémon ali do seu lado", destaca.
O jogo já conquistou até mesmo os mais velhos. O publicitário Renato Bastos, de 55, também foi pego pela curiosidade, mas quando se deu conta o interesse pelo jogo já tinha virado até diversão com os netos. "Baixei, comecei a brincar com os netos, eles começaram a me ensinar. Foi uma experiência muito divertida", apontou.
Para Bastos, no entanto, a brincadeira tem tudo para ir além da diversão. "Creio que a ideia é essa, você ter uma loja ou grande marca, comprar os personagens para colocar na loja, e vai ser imediato, algo não existe faz tempo, levar um público imediato para dentro de um mesmo local. Não é só vender os apps (aplicativos) e as pessoas saírem por aí brincando. É uma ferramente que vai acabar com muitas ferramentas de marketing online", analisou.
Assim como já havia acontecido em outros países, em menos de 24 horas também já houve registros de pessoas que se machucaram ou foram assaltadas enquanto jogavam Pokémon Go no Brasil. Os desenvolvedores alertam aos fãs para evitarem áreas perigosas e não jogar ao mesmo tempo em que se dirige um veículo automotor.


