Na maternidade, 75%
dos partos são normais
Célia Baroni
A Maternidade Municipal Lucilla Ballalai é o hospital que tem o maior índice de partos normais de Londrina. Das gestantes atendidas pelo hospital, 75% fazem partos normais e apenas 25% dos casos resultam em cesária. Lá, já nasceram aproximadamente 8 mil crianças. Em abril, a equipe médica da maternidade realizou 326 partos. ‘‘Nossa filosofia é oferecer o melhor para mãe e para a criança. Aqui, a cesariana só é feita quando existe indicação médica evidenciando um parto de risco ou possíveis complicações’’, explica o diretor geral, Ari Parreira.
Segundo Parreira, o número de cesarianas no município é muito alta. Ele acredita que, em alguns hospitais da Cidade, o índice chega a 80% dos partos. O índice considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15%. Para o médico, a responsabilidade do alto índice de cesarianas deve ser dividida entre os médicos, as mães e a sociedade. ‘‘As mulheres têm medo do parto normal. Acham que vão sofrer muito. Não entendem que a dor do parto normal é momentânea e a dor da cesária dura, no mínimo, três dias.’’
Para o diretor da Maternidade Municipal, os médicos se acostumaram à comodidade e simplicidade da cesária e cedem à pressão da sociedade que acredita que ela seja a melhor alternativa. Parreira enfatiza que o papel do médico é de grande importância para reduzir o número deste tipo de cirurgia. ‘‘Eles têm nove meses para convencer a gestante a optar pelo parto normal.’’
Ari Parreira informa que a partir de julho a Maternidade Municipal vai poder melhorar ainda mais a qualidade de atendimento. O hospital vai receber R$ 176.307,00 do governo federal para equipar a nova sala de cirurgia e duas novas salas de parto normal. O hospital vai passar a funcionar com duas salas de cirurgia e quatro salas para parto normal. O projeto que viabilizou a liberação dos recursos prevê ainda a compra de um aparelho de anestesia moderno e um tococardiógrafo - equipamento para monitorar o feto durante o trabalho de parto.
O projeto vai ser viabilizado através de uma parceria entre prefeitura e governo federal - 15% dos recursos serão investidos pelo município e os 75% restantes pelo governo federal. O projeto já foi aprovado e o governo federal já liberou a abertura de licitação para a compra dos equipamentos. Parte dos recursos vai ser destinada para o projeto de educação continuada da maternidade. O projeto organiza cursos de reciclagem para os 150 funcionários do hospital.
Construída para atender partos simples e de média gravidade, a Maternidade Municipal responde hoje pela maior parte dos atendimentos a gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Londrina.

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