Na Kumon, fazer tarefas durante férias é atividade normal
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domingo, 18 de janeiro de 1998
Londrina 
Dorico da SilvaEsforço extraCaroline: adaptação rápida ao período escolarNão apenas os repentes das escolas estaduais gastam um período das férias estudando. Os alunos das escolas do método Kumon (método japonês usado para aulas de reforço em Matemática e Língua Portuguesa) também precisam dedicar pelo menos alguns minutos diários para fazer as tarefas de férias.
Os professores de Kumon acreditam que os alunos esquecem o que foi aprendido durante o ano, se deixarem de estudar durante as férias. Pesquisas revelam que de um dia para outro a retenção da memória cai bruscamente, argumenta Kazuhito Yamamoto, gerente da filial de Londrina do Kumon - Instituto de Educação.
Ele explica que as escolas entram em férias normalmente, mas que a professora determina uma série de exercícios, que serão feitos diariamente pelos estudantes no horário escolhido. É comum ver estudante de Kumon fazendo tarefa embaixo do guarda-sol, na praia, comenta. As lições de férias são curtas e são concluídas em apenas alguns minutos.
Yamamoto diz que a prática durante as férias ajuda a desenvolver o senso de responsabilidade, a disciplina e o hábito de estudo. Na vida é preciso estudar sempre, aconselha. O gerente afirma que as tarefas de férias não provocam stress nos alunos. Elas são organizadas em uma dosagem para que não haja stress, nem deixar que o aluno fique sem fazer nada.
A professora Mitiko Miyata Yamazaki, da escola Kumon, comenta que os alunos novos reclamam da tarefa. Eles ainda não têm consciência do benefício que isso vai trazer. Entre os benefícios, ela destaca a melhor concentração na volta às aulas normais, maior rapidez de raciocínio e responsabilidade. Eles aprendem que para tudo tem hora - inclusive para estudar.
Caroline Érica Tatibana, 15 anos, faz o 1º colegial e frequenta a Escola Kumon há dois anos. Ela já se acostumou com as tarefas diárias e acredita que, quando terminam as férias, a adaptação ao corre-corre escolar é mais rápida. A gente não fica perdida com a matéria, ressalta.
Ela admite que, no começo, não fazia as lições de férias. Levava errado e às vezes nem fazia, conta Caroline. Mas agora estou acostumada.
Quem ainda não se adaptou é o estudante Leonardo Stanley Soriani, 14 anos, estudante da 6ª série. É o primeiro ano de Kumon e as primeiras tarefas de férias ficaram acumuladas e foram feitas tudo num dia só. Nas férias dá preguiça, cansaço, a gente não tem ânimo para nada, confessa. Segundo ele, as lições acabam atrapalhando os compromissos das férias, como jogar bola, passear e sair de casa para encontrar os amigos.
(Adriana De Cunto)


