Na internet, também é preciso estar atento para distinguir os bons dos maus e-mails. A maior ameaça são os vírus que aparecem sob codinomes criados para não levantar suspeita, como correntes para ajudar crianças doentes e mensagens de bancos e outras instituições financeiras. No momento em que o internauta clica no link sugerido ou em anexos com arquivos executáveis, é concretizada a invasão, tornando o território livre para os hackers.
''É preciso tomar muito cuidado com mensagens vindas de remetentes desconhecidos. E mesmo aquelas com endereços conhecidos merecem atenção: se vierem com anexos com extensão .zip ou .exe, há 99% de chances de serem arquivos maliciosos'', alerta Laerte Junior Paludetto, gerente técnico de uma empresa de consultoria e prestação de serviço de internet.
Ele lembra que as correntes são muito utilizadas por facilitarem o envio da mensagem para um grande número de pessoas. Na maioria das vezes, o objetivo é congestionar o sistema de correio ou infectar a máquina. ''Há muitos vírus que funcionam assim: no momento em que a mensagem é aberta, eles 'se apoderam' de toda a lista de contato da pessoa e reenviam o arquivo para todos aqueles endereços, como se ela estivesse mandando a mensagem. As pessoas que recebem, se não estiverem atentas, acabam abrindo por ver o endereço conhecido.''
Para não correr tantos riscos, Paludetto recomenda que se faça a atualização diária da máquina com sistemas antivírus, capazes de identificar em torno de 70% dos vírus. Além, claro, de não se deixar levar pelos muitos apelos. ''Existem outras formas de ajudar crianças doentes e localizar as que estão desaparecidas. Já os bancos não utilizam internet para avisar o cliente que a conta estourou ou que foi contemplado com algum prêmio. (S. L.)

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